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Colophon

 

Comunidade enquanto Imunidade é um projeto transdisciplinar dedicado à reflexão e produção artística sobre as várias dimensões críticas do presente na sua, inevitável, relação com a pandemia COVID-19.

Criado pela revista Contemporânea, o projeto promove a criação e a edição de conteúdos inéditos propostos por 20 artistas, curadores, académicos, jornalistas, músicos, outras autoras e autores. Comunidade enquanto Imunidade propõe construir comunidade enquanto forma de imunidade social e cultural, perante os desafios, as incertezas e as diferentes precariedades que são instaladas pela(s) crise(s).

O programa do projeto é desenvolvido em parceria com uma rede de organizações culturais e integra um ciclo de cinco workshops temáticos, a edição de um número especial da revista — associado a um programa on-line com publicações, conversas e performances —, e o lançamento de um jornal em papel.

Todas as atividades são de acesso livre e vão acontecer, maioritariamente on-line, entre os meses de março e novembro de 2021.

Autoras e Autores

Alejandro Alonso Díaz; Ana Margarida Abrantes; Andreia Santana; António Poppe; Carolina Ellis; Cátia Sá; Diana Policarpo; Djaimilia Pereira de Almeida; Gisela Casimiro; Hugo Canoilas; Jack Mugler; Miguel Mesquita; Odete; Pedro Barateiro; Peter Hanenberg; Rita Natálio; Rodrigo Ribeiro Saturnino; Sofia Lemos; Tita Maravilha; Vítor Belanciano.

Alejandro Alonso Díaz

É um curador e investigador sediado em Barcelona. Com experiência em História de Arte, Ciências Sociais e Filosofia, a sua prática curatorial e de escrita aborda os discursos sociopolíticos que giram em torno de noções de materialidade, ambientalismo, agência humana e comunidades interespécies. Atualmente dirige o espaço fluent — uma para-instituição de pesquisa artística, que promove diálogos interdisciplinares, localizada na cidade de Santander, em Espanha. Na fluente, programa ciclos de exposições, edições e eventos, tendo já trabalhado com artistas como Tamara Henderson, Mariana Silva, Paul Maheke e Louisa Martin, Tim Ivison & Julia Tcharfas e Laida Lertxundi. Como curador participou em projetos para a PAK///T, Amsterdão; EGEAC, Lisboa; Bienal de Performance, Atenas; Fundación Botín, Santander; Tenderpixel, Chisenhale, e Whitechapel gallery, ambas em Londres. Colabora regularmente para publicações e revistas de arte, como a Cura, El Cultural, Frieze, Mousse, Terremoto e Contemporânea.

Ana Margarida Abrantes

É investigadora sénior no CECC: Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Universidade Católica Portuguesa (UCP) e docente da Faculdade de Ciências Humanas da mesma instituição. As suas áreas de investigação incluem os estudos de cognição e cultura, a linguística cognitiva, a poética cognitiva e os estudos alemães. Abrantes estudou Inglês e Alemão nas universidades de Aveiro, Essen e Innsbruck. Concluiu o mestrado em Linguística Cognitiva na Faculdade de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa e obteve o grau de doutora em Língua e Literatura Alemã pela mesma universidade, em 2008. Entre 2006 e 2009 foi visiting scholar na Universidade de Aarhus, Center for Semiotics, e no Department of Cognitive Science da Case Western Reserve University, em Cleveland, USA.

Andreia Santana

(Lisboa, 1991) vive e trabalha em Nova Iorque. Licenciada em Artes Plásticas na ESAD: Escola de Artes e Design de Caldas da Rainha, participou no Programa de Estudos Independentes da Maumaus e é atualmente bolseira do programa de Studio Art da CUNY, Nova Iorque. Tem participado em vários programas de residências artísticas, nomeadamente a Residency Unlimited (Nova Iorque) com bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian e Gasworks/Triangle Network no Hangar (Lisboa). Foi vencedora do Prémio Novo Banco Revelação, nomeada para o Ducato Prize (Itália) e recipiente de bolsas incluindo a Fulbrigh/Fundação Carmona e Costa, Criatório/CMP, Amadeo Souza Cardoso, e Fundação Calouste Gulbenkian [Delegação de França]. Expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro, em instituições como o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, Porto; Hangar, Lisboa; Generali Milano; Galeria Filomena Soares; MAAT; Galeria Municipal do Porto; Cordoaria Nacional; La Nave, Madrid; Chiado 8; Galeria da Boavista, Lisboa; MACE: Museu de Arte Contemporânea de Elvas; e galeria Monitor, Lisboa. 

António Poppe

(Lisboa, 1968) poeta, artista visual, performer e professor de desenho. Estudou no Ar.Co, no Royal College of Arts em Londres e na School of the Art Institute of Chicago, onde realizou um Mestrado em Arte Performativa e Cinema como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Luso Americana (FLAD). Tem trabalho híbrido de poesia artes visuais e performance, editado pela Assírio & Alvim (Torre de Juan Abad, 2001), Documenta (Livro da Luz, 2012), Douda Correria (medicin em 2015 e come coral em 2017), e Maripoza Azual (O Agitador e a Corrente, escrito com Mumtazz, 2020). Já atuou e expôs em espaços como: Museu de Serralves; Galeria Zé dos Bois; Galeria 111; Culturgest; e Fundação Carmona e Costa. Em 2015 participou em Oracular Spectacular: Desenho e Animismo, no Centro de Artes José de Guimarães (CIAJG); em 2017 expôs Watercourse, com Joana Fervença na Galeria 111, e participou em "Encontros para Além da História", sob o tema As Magias, no CIAJG. Em 2018, colaborou com Mumtazz na 6ª edição dos "Encontros para Além da História", sob o tema O Nascimento da Arte (d'après Georges Bataille), também no CIAJG; colaborou com o coletivo musa paradisiaca no ciclo Collaboration, com curadoria de Filipa Oliveira para o Quetzal Art Centre (Jachthuis Schijf, Holanda); e desenvolveu uma residência e seminário na Porta 33 no Funchal, enquadrada no ciclo "Mais importante do que desenhar é afiar o lápis", com curadoria de Nuno Faria. Em 2019, realizou uma exposição individual na Galeria Zé dos Bois em Lisboa, com curadoria de Natxo Checa. Ensina desenho e meditação. 

Carolina Elis

(Belo Horizonte, Brasil, 1993) vive e trabalha em Lisboa. É uma artista autodidata e dedica-se, maioritariamente, à ilustração, ao desenho digital e à colagem. O seu trabalho tem como base a sua experiência enquanto imigrante, negra, queer e doente crónica. Assume-se como “artivista” e, através de narrativas negras, procura transgredir o padrão eurocentrado de beleza para demonstrar a experiência e resistência dos corpos negros. Tem participado em várias publicações independentes, foi colaboradora do blogue Cidade das Damas e integrou o coletivo Estrela Decadente até 2020.

Cátia Sá aka GUTA

(Lisboa, 1983) é cantora e compositora. Explora a música eletrónica experimental nos limites da canção. Integrou como autora e vocalista a banda Guta Naki, até o seu término em 2014, e participou em Língua (2016), de Octa Push, um dos álbuns mais celebrados do duo lisboeta. No seu trabalho a solo tem experimentado a construção de instrumentos eletrónicos como processo de meditação e participado em projetos que desenvolvem a experimentação e o improviso enquanto forma de produção sonora. Em março de 2020, lançou Da Barriga, o seu primeiro álbum em nome próprio, com um concerto ao vivo na Galeria Zé dos Bois em Lisboa. É pós-graduada em Estudos Literários pela FCSH e, paralelamente à música, tem desenvolvido projetos comunitários associados à co-produção eco-social. 

Diana Policarpo

(Lisboa, 1986) vive e trabalha entre Lisboa e Londres. É artista visual e compositora. Desenvolve a sua actividade artística entre as artes visuais e a música eletroacústica, incluindo som, desenho, vídeo e escultura. O seu trabalho investiga cultura popular, saúde, política de género e relações interespécie, justapondo a estruturação rítmica do som como um material tátil dentro da construção social da ideologia esotérica. Já realizou exposições e apresentou as suas performances em instituições como: Kunsthall Trondheim (NO); Galeria Municipal do Porto (PT); MAAT (PT); CAV: Centro de Artes Visuais (PT); Kunsthall Oslo (NO); Kunstverein Leipzig (DE); Whitechapel Gallery (UK); e LUX Moving Image (UK). Foi vencedora do Prémio Novos Artistas Fundação EDP 2019.

Djaimilia Pereira de Almeida

É escritora. Autora de, entre outros, Luanda, Lisboa, Paraíso e A visão das plantas, distinguidos com o Prémio Oceanos. Escreve sobre fotografia e literatura na Quatro Cinco Um.

Gisela Casimiro

(Guiné-Bissau, 1984) é uma escritora, artista e ativista portuguesa. Publicou Erosão (Urutau, 2018) e fez parte de antologias como Rio das Pérolas (Ipsis Verbis, 2020), Venceremos! Discursos escolhidos de Thomas Sankara (Falas Afrikanas, 2020) e As Penélopes (Bairro dos Livros, 2021). Nos últimos anos assinou crónicas regulares no Hoje Macau, Buala e Contemporânea. Participou ainda em exposições no O Armário, Galeria Zé dos Bois, Balcony e Museu Nacional de Etnologia. Dirige o departamento de Cultura do INMUNE: Instituto da Mulher Negra em Portugal.

Hugo Canoilas

(Lisboa, 1977) vive e trabalha entre Lisboa e Viena. É licenciado em Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e Design Caldas da Rainha e Mestrado em Pintura no Royal College of Art em Londres. Desenvolve desde 2019, o projecto coletivo A Gruta, na cave da Galeria Quadrado Azul em Lisboa. Das suas exposições individuais destacam-se: Buyoant, Galeria Martin Janda (Viena, AU, 2021); Pólipos cnidários reparados pelo olhar do observador, Museu de Serralves (Porto, PT, 2020); On the extremes of Good and evil, Mumok (Viena, AU, 2020); Antes do Início e Depois do Fim: Júlio Pomar e Hugo Canoilas, Atelier-Museu Júlio Pomar, (Lisboa, PT, 2019); Debaixo do Vulcão, Sonae Art Cycles, MNAC (Lisboa, PT, 2016); Lava Grotto, A.V. Festival (Gateshead, UK, 2016); Pássaros do Paraíso, XXX Bienal de São Paulo (BR, 2012). Entre as coletivas em que participou, destacam-se: Carnivalesca—what painting might be, Kunstverein in Hamburg (DE, 2021); Caos e Ritmo #1, CIAJG (Guimarães, PT, 2020); What is going to happen is not the future, but what we are going to do, ARCO Madrid (ES, 2017); 4th Ural Industrial Biennial of Contemporary Art — New Literacy (Ekaterinburg, RU, 2017); Destination Wien 2015, Kunsthalle Wien (AU, 2015); When elephants come marching in, (Amsterdão, NL, 2014); CCC: Collecting Collections and Concepts, (Guimarães, PT, 2012); 8th Gyumri Biennial parallel histories (AW, 2008).

Jack Mugler

Artista multimédia que prossegue uma trajetória transdisciplinar para criar projectos experimentais que alinham vários campos de investigação — artes visuais, moda, cinema e ilustração. Na sua pesquisa, Mugler engloba colagens, performances e instalações que questionam a iconografia do poder e a construção da identidade a partir do consumo, da opulência, da idolatria e do fetiche das imagens, na sua confrontação com o vazio existencial e com os percalços de reconstrução da identidade numa era de pós-verdades. Entre os seus projetos mais recentes, destacam-se a exposição individual Artifício Visceral (2018), na Casa Pau Brasil, em Lisboa, e Gold Strike, Zona de Coexistência FEA: Festival de Espaços de Artistas 2019, em Lisboa. Mugler integra a comunidade NowHere, uma iniciativa experimental para pesquisas, trocas, reflexões e práticas em arte contemporânea. Nasceu na cidade de Pernambuco no Brasil, vive e trabalha em Lisboa.

Miguel Mesquita

(Coimbra, 1990) é curador e consultor cultural. É Licenciado e Mestre em Arquitetura e Mestre em Estudos Curatoriais pela Universidade de Coimbra. Em 2013 integrou o Centro de Estudos Sociais como Jovem Investigador em projetos interdisciplinares com foco nas áreas de arquitetura, sociologia e arte. Iniciou o percurso curatorial no Museu de Serralves com o curador João Ribas, tendo colaborado em diversas exposições. Foi Diretor Artístico na galeria Baginski entre 2015 e 2018. Entre as exposições que comissariou destacam-se: Through Windows (2020); Shiu! O dialogo do Silêncio (2019); Água, Vinho e Coroas de Flores (2019); Force, Strenght, Power (2017); Contenção, Dispersão (2016), a última exposição individual em vida de Arthur Luiz Piza. Desde 2018 é consultor cultural do Programa Paralelo da ARCOlisboa. Participa como moderador em conferências sobre arte e arquitetura e escreve regularmente para revistas, catálogos e outras publicações de arte.

Odete

Opera nos domínios da música, artes visuais, performance e teatro. Frequentou a Academia Contemporânea do Espectáculo no Porto, na vertente de interpretação, e licenciou-se em artes visuais e performativas na Universidade de Lisboa. Realiza performances e exposições desde 2015 em espaços como a MalaVoadora, Porto; Teatro Municipal do Porto – Rivoli; Teatro do Campo Alegre, Porto; SKOGEN, Gotemburgo; e Electra Palace, Atenas. Em 2021, venceu a primeira edição do prémio RExFORM – Projeto Internacional de Performance, uma parceria BoCA Bienal e MAAT, com o projeto On Revelations and Muddy Becomings. O seu trabalho musical já foi ouvido um pouco por toda a Europa, em clubes como o Berghain em Berlim e o Subaccultcha em Amsterdão, e em apresentações no Boiler Room. É agenciada pela Filho Único e editou EPs como Water Bender (New Scenery, 2020), Amarração (Rotten:Fresh, 2019) e Matrafona (Naivety, 2018). Fez música e trilhas sonoras para projetos de Raquel André, Luara Learth Moreira, Dinis Machado, André Godinho, Jota Mombaça e knowbotiq. Como performer, colaborou em Cyborg Sunday de Dinis Machado, O Despertar da Primavera do Teatro Praga e Boeing 7232 de Gonçalo Lamas. Odete integra o projeto europeu SHAPE platform 2021-2022.

Pedro Barateiro

(Almada, 1979) vive e trabalha em Lisboa. Trabalha com uma variedade de técnicas que vão do desenho à escultura, passando pelo filme, performance e escrita. O seu trabalho tem-se centrado na tentativa de desconstruir as narrativas binárias do pensamento e cultura ocidentais. Realizou exposições individuais em museus e instituições como: Kunsthalle Basel; Museu de Serralves; Kunsthalle Lissabon; REDCAT; Museu Coleção Berardo; Pavilhão Branco/Museu da Cidade; Netwerk Aalst; Basement Roma; Kettle's Yard; Parkour; Lumiar Cité; e Spike Island. Participou em exposições coletivas como: 13ª Sharjah Biennial; 29ª Bienal de São Paulo; 16ª Bienal de Sidney; e 5ª Bienal de Berlin. As suas performances foram apresentadas no Centre Pompidou, Théâtre de la Ville, L’école nationale supérieure des beaux-arts/ENSBA e Fondation Ricard (Paris); 98Weeks (Beirute); ZHdK (Zurique); Teatro São Luiz (Lisboa); SESC Pompeia, Centro Cultural São Paulo e na Galeria Vermelho (São Paulo). O seu trabalho está presente em diversas coleções privadas e públicas, tais como: Deusche Bank Collection; Fundação EDP; Museu de Serralves; Fundación ARCO; Fundación “la Caixa”; e Fundação Calouste Gulbenkian. Barateiro organiza eventos e exposições no espaço Spirit Shop iniciado por si e anexo ao seu atelier na Rua da Madalena, em Lisboa.

Peter Hanenberg

Dirige a Católica Doctoral School (CADOS). É Doutorado em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Bamberg, na Alemanha, em 1993, e, desde 2006, Professor Associado da Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da Universidade Católica Portuguesa (UCP). Entre 1988 e 1995, foi assistente no Instituto de Literatura Alemã Moderna da Universidade de Bamberg, e, entre 1995 e 2006, coordenou a Área de Estudos Alemães da Faculdade de Letras da UCP em Viseu. Entre 2006 e 2010 foi Presidente da Associação Portuguesa de Estudos Germanísticos (APEG). Publicou inúmeros livros e artigos sobre a literatura e a cultura europeia desde o século XVI, investiga a ideia da Europa e a sua representação, bem como o diálogo entre Ciências Cognitivas e Estudos de Cultura.

Rita Natálio

Artista e pesquisadora. Lésbica não-binária. Os seus espaços de prática relacionam poesia, escrita ensaística e performance. Doutorando em Estudos Artísticos na FCSH-UNL e Antropologia na USP, com bolsa FCT, pesquisa desde 2014, o recente debate sobre o conceito de Antropoceno e o seu impacto sobre a redefinição disciplinar e estética das relações entre arte, política e ecologia. Estudou Artes do Espetáculo Coreográfico na Universidade de Paris VIII e é mestre em Psicologia pela PUC-SP onde estudou as relações entre imitação e invenção na obra de Gabriel Tarde. A partir da sua pesquisa doutoral, realizou uma série de conferências-performance, entre elas Antropocenas (2017) com João dos Santos Martins, Geofagia (2018) e Fóssil (2020). Publicou também dois livros de poesia: Artesanato (2015) e Plantas humanas (2017). Em 2019, participou de um grupo curatorial fomentado por Ailton Krenak que organizou Ameríndia: percursos do cinema indígena no Brasil na Fundação Calouste Gulbenkian, uma mostra que trouxe 5 cineastas indígenas a Portugal e apresentou mais de 30 filmes de produção indígena. Em 2020, co-organizou o seminário Re-politizar o Antropoceno dentro do projeto internacional Anthropocene Campus Lisboa e junto com Davide Scarso e Elisabeth Johnson, um projeto originado no HKW em Berlim e atualmente disseminado em diversas instituições culturais. Co-organiza com André e.Teodósio a chancela editorial Ed.______  que resulta da parceria Sistema Solar/Teatro Praga e que tem como foco as artes performativas e os sistemas de poder e protesto na atualidade. Colabora regularmente com o jornal de artes performativas Coreia.

Rodrigo Ribeiro Saturnino

É sociólogo digital, artista e ativista gráfico. É Doutor em Sociologia pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Mestre em Comunicação e Cultura pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Atualmente trabalha como investigador Pós-doc em Comunicação, com uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia, na Universidade do Minho, em que estuda a economia da partilha e o racismo algorítmico através de plataformas digitais da Internet, como Airbnb, Blablacar e Uber. Entre as suas múltiplas publicações, destacam-se A construção do imaginário social dos imigrantes brasileiros em Portugal nas redes sociais da internet: o caso do Orkut (2016) e A Política dos Piratas: Informação, culturas digitais e identidades políticas (2017). Colabora como designer gráfico para projetos focados na celebração da cultura negra e no combate ao racismo, como a Festa Bee, Projeto Morar: Movimento de Rua Antirracista, Grupo Educar e o Nneka: Gabinete Virtual de Apoio às Mães. No campo da arte, desenvolve um projeto na área da pintura, da ilustração e da arte urbana onde utiliza o homoerotismo e o prazer como ponto de partida para uma reflexão crítica sobre ideais em torno de uma masculinidade.

Sofia Lemos

É curadora, escritora e investigadora. É a primeira curadora da “Remedios”, um novo instituto de artes, ecologia crítica e justiça social, criado pela Thyssen-Bornemisza Art Contemporary (TBA21) em colaboração com a Universidad Complutense de Madrid. É curadora do Programas de Públicos e Pesquisa da Nottingham Contemporary, onde lidera a parceria entre a University of Nottingham e a Nottingham Trent University, e é Editora Associada do The Contemporary Journal. Recentemente, Lemos colaborou como Curadora Associada de Programas Públicos para a 2ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Riga (2020), e co-editou a assembleia METABOLIC RIFTS (Atlas Projectos, 2019), e a monografia Musa paradisiaca: Visões do Mal-entendido (Livros Bom Dia, 2018/2021).

Tita Maravilha

É artivista híbrida e inventora de universos. Mulher transvestigênere brasileira ou a lenda da garota “Pau Brasil”. Através da ideia de corpo político, traz em seus processos artísticos as dores e as delícias de ser um corpo dissidente. É atriz, cantora, performer, palhaça e apresentadora. Licenciou-se na Universidade de Brasília, onde integra o grupo de pesquisa LPTV: Laboratório de performance e o teatro do Vazio, gerido por Simone Reis. Integra as bandas brasileiras Cantigas Boleráveis e Rainhas do Babado. Desenvolve juntamente com a artista CIGARRA o projeto de música eletrónica e performance Trypas-Corassão, que já foi apresentado em espaços e eventos como: Atelier Real; Latoaria; Alkantara; Lux Frágil; Music Box; Galeria Zé dos Bois; e Festival Iminente. Em 2020 trabalhou com Carlota Lagido no espetáculo Mina (Teatro São Luís, Lisboa), com Sónia Baptista em The Anger, The Fury (Teatro São Luís, Lisboa) e com Odete no projeto On Revelations And Muddy Becomings (MAAT; Lisboa). Esteve em residência de criação no projeto All Tomorrows Parties, proposto pelo coletivo Silly Season, e na residência com curadoria de Henrique Furtado na Vila do Feital, com uma proposta em parceria com O rumo do fumo. Vive em Portugal desde 2018 e é uma artista urgente para a cena da arte contemporânea em Lisboa.

Vítor Belanciano

Jornalista, crítico de música, cronista, cientista social e professor. Foi um dos fundadores do coletivo CoolTrain Crew, percursores do drum & bass em Portugal, e integrou outros projetos de música como o Clube Socialismo Tropical. Formou-se em Antropologia, com passagem pela Sociologia. Trabalha há cerca de vinte anos no jornal Público onde aborda a cultura como uma “mistura de assuntos”, que “atravessa linguagens, é política, economia, sociedade, música, arte, ideias, é reflexão, análise e crítica sobre as práticas, é traduzir de forma simples realidades complexas, em vez de dividir, assimilar”.

 


Coordenação Editorial

Celina Brás


Direção Artística

Ana Cristina Cachola


Curadoria de Comunicação

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Design Gráfico

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Programação Web

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Apoio

Direção-Geral das Artes | Ministério da Cultura 

Parcerias

Alkantara 

CECC - Centro de Estudos de Comunicação e Cultura | Universidade Católica Portuguesa

DuplaCena

Fluent  

Galeria Zé dos Bois

Guimarães

Hangar: Centro de Investigação Artística

Maat: Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

Solar: Galeria de Arte Cinemática

O Armário

 

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