Sem qualquer intenção historiográfica, a sétima edição impressa da Contemporânea propõe uma aproximação à fotografia que sublinha tanto o carácter estruturalmente híbrido deste medium como o ecletismo do território que, afinal, nunca deixou de ser o seu. É a fotografia como um meio com o qual, entre outras coisas, também se produz arte, como lucidamente argumentou Susan Sontag, que nesta publicação reforçamos. Entre a problematização benjaminiana da fotografia como arte, à arte como fotografia de Sontag, vários são os artistas que, a partir dos anos 60-70, desenvolvem uma escrita fotográfica que problematiza as noções de arte e obra de arte. A fotografia (tal como o vídeo) contaminando o purismo dominante da herança modernista torna-se o instrumento a partir do qual a arte se pensará a si mesma.
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