Ed. 10-11-12 / 2019
Entrevista — por Antonia Gaeta
/application/files/thumbnails/medium/6615/6984/6815/Franz_Erhard_Walther_1._Werkstatz_1963-69_performance_view_30a_Bienal_de_Sao_Paulo_2012_photo_Leo_Eloy.jpg
AG: No final dos anos 90, começo dos 2000 passaste uma temporada em Lisboa. Voltas em 2019 numa altura em que a cidade já teve o seu boom turístico mas que começa a sentir a crise económica e o cepticismo dos mercados financeiros bem como uma certa pacificação de muitos destinos turísticos da costa do norte da África que até há uns anos atrás atraiam muitos turistas. Como lês estas mudanças na cidade e que impacto podem ter na hora de decidir a programação e dirigir o convite aos artistas
Entrevista — por Sílvia Escórcio
/application/files/thumbnails/medium/8615/6933/3952/JCSP_Photo_c_Mario_Rio_Cortesia_Revista_Contemporanea_002.jpg
5607249 é o número que encerra OPALKA 1965/1 – ∞, a pintura iniciada, em 1965, por Roman Opalka e que ocupou quase cinco décadas da sua vida. “Gosto dos artistas que não gostam de fazer mais nada e que são obcecados pelas coisas”, entre eles o coleccionador José Carlos Santana Pinto destaca Opalka, durante a conversa-guiada que a Contemporânea fez à sua casa em Lisboa onde, junto a FEV.16.1971, da série ‘TODAY’ de On Kawara, tem expostos três auto-retratos que mostram a passagem do tempo através do rosto e do cabelo do artista, que gradualmente se vai esbatendo sobre a camisa e o fundo rigorosamente brancos.
Crítica — por Isabel Nogueira
/application/files/thumbnails/medium/2815/7001/8423/15_TRABALHO_CAPITAL_PAULO_MENDES_ARCHIVE_STUDIO_CAO_DSANTOS_4160.jpg
Duas exposições, com conteúdos e opções curatoriais bem distintos e com trabalhos pertencentes a duas colecções, são apresentadas no espaço do Centro de Arte Oliva, em São João da Madeira. Na base da programação deste espaço encontram-se as duas relevantes e premiadas colecções particulares residentes, as quais, por conseguinte, foram tornadas de acesso público. Trata-se da Colecção Norlinda e José Lima, particularmente vocacionada para a arte contemporânea, e da Colecção Treger/Saint Silvestre, que reúne um importante espólio de artes consideradas mais marginais, de que são exemplos a Arte Bruta/Outsider e Arte Singular.
Entrevista — por Soraia Fernandes
/application/files/thumbnails/medium/8915/6821/1184/Dismorfia.jpg
Pensar numa escola artística neste contexto, passará por assumir a livre navegação entre disciplinas e linguagens, ou como diria Peter Osborne por assumir a unidade disjuntiva da sua génese. Será, certamente, pensar num lugar para a discussão, para a produção de pensamento e para a criação de múltiplos percursos e linguagens, assumindo sempre a sua condição experimental. Nesta conversa com Nuno Crespo, crítico e curador independente e o actual director da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, ficamos a conhecer as linhas orientadoras do ambicioso projecto que assume desde 2017.
Crítica — por Isabel Nogueira
/application/files/thumbnails/medium/7415/6865/1089/03.jpg
Yonamine (n. 1975, Luanda) vive e trabalha em Harare, Zimbabwe, embora o seu percurso passe também por Berlim, Luanda e Lisboa. E é precisamente aqui, no espaço Cristina Guerra Contemporary Art, que o artista expõe sob o título "Union Jacking. Voice of the Voice£ess". O título imediatamente adverte para o que se poderá ver. Yonamine cria uma voz que, através da sua obra, se expressa e se inquieta. Poderá ser a voz de quem poucas vezes a tem — quando a tem —, numa localização face ao mundo do capital, do consumo e do poder, na complexa ligação às consequências de um movimento colonial agressivo e dominador.
Crítica — por Cristina Sanchez-Kozyreva
/application/files/thumbnails/medium/6915/6864/4075/AJS-CC1906-1S_0107.jpg
Alguns meses depois de a sua peça “An Ideal Husband” ter estreado no Haymarket Theater em Londres, em Janeiro de 1895, Oscar Wilde foi detido por homossexualidade, ou como se dizia na altura “indecência grave”. Acabou por ser julgado e eventualmente condenado a dois anos de trabalhos forçados. Fazendo referência à peça de Wilde, mas também ao seu julgamento, bem como às palavras do amante do autor, Lord Alfred Bruce Douglas, “Zoo” a exposição de Luís Lázaro Matos na Casa da Cerca, utiliza o humor e desenhos divertidos para nos convidar a uma experiência em tudo imersiva que nos atinge como uma comédia musical.
Voltar ao topo