Ed. 10-11-12 / 2019
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Entrevista a Tobi Maier

Franz Erhard Walther 1. Werkstatz (1963-69) performance view 30a Bienal de São Paulo 2012 photo Leo Eloy.jpg
Antonia Gaeta

Cum grano salis

Tobi Maier, crítico de arte, curador e docente, assumiu, no início deste ano, a Direcção Artística das Galerias Municipais de Lisboa na sequência de um processo de selecção levado a cabo por um júri constituído por Joana Gomes Cardoso, presidente do Conselho de Administração da EGEAC, e pelos curadores Isabel Carlos e Sérgio Mah. O seu percurso internacional como curador inclui a Frankfurter Kunstverein, em Frankfurt, o MINI/Goethe-Institut Curatorial Residencies Ludlow 38, em Nova Iorque, e a 30ª Bienal de São Paulo, enquanto curador associado. É mestre em Estudos Curatoriais pelo Royal College of Art (Londres) e doutor em Poéticas Visuais (ECA-USP). Colabora com várias revistas de arte contemporânea e é co-fundador do espaço expositivo SOLO SHOWS em São Paulo. 

Nesta entrevista, conduzida por Antonia Gaeta, a Contemporânea dá a conhecer a sua visão e linha programática para as cinco Galerias Municipais de Lisboa (Galeria Avenida da Índia, Galeria Boavista, Galeria Quadrum, Galeria do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, Pavilhão Branco). 

Antonia Gaeta (AG): Quando nos conhecemos em Madrid, em março deste ano, durante a feira ARCO, acabavas de assumir funções como diretor artístico das Galerias Municipais de Lisboa após a abertura de um concurso de âmbito nacional e internacional e de um processo de seleção por parte de um júri nacional. Lembro-me da minha súbita curiosidade e de ter questionado o porquê da tua escolha — vir para Lisboa, (especialmente por ser uma pergunta familiar, que costumo receber). Mas sobretudo, gostava de perceber qual iria ser o teu contributo e/ou a tua visão para as cinco galerias municipais. Após 6 meses, de estadia e trabalho em Lisboa, volto a colocar-te a mesma questão...

Tobi Maier (TM): É verdade, conhecemos-nos em Madrid onde estavas a participar como curadora de um projeto para a Feira ARCO, no espaço das Galerias Municipais de Lisboa, com os artistas Ramiro Guerreiro e Isabel Carvalho. Esse período, representou para mim uma nova introdução ao meio artístico de Lisboa, efectuei visitas a todas as galerias portuguesas que estavam presentes na feira, conheci bastante gente do meio português, com os quais tenho continuado um diálogo.

Porém, a minha história com Portugal e com Lisboa é um pouco mais longa, não começou agora, morei aqui pela primeira vez entre 1997 e 2000. Em 1998, em conjunto com a agência Journeys organizamos, no Paradise Garage, um concerto com a dupla Mouse on Mars (na época de Colónia) que incluía filmes de 16mm da artista Rosa Barba. Tive, também, uma experiência curatorial, de organização de um intercâmbio multidisciplinar entre Belfast e Lisboa, em 2003, com os artistas que gerem a Catalyst Arts, em Belfast, e com a galeria Zé dos Bois onde houve eventos, exposições coletivas, outreach programs, concertos, tanto com artistas portugueses na Irlanda do Norte como com artistas da Irlanda do Norte aqui [1].  Desde então, voltei sempre a Portugal para visitar exposições, artistas... nos últimos anos mais no Porto mas também em Lisboa para pesquisas relacionadas com a revista OEI # 80-81: The Zero Alternative: Ernesto de Sousa and some other aesthetic operators in Experimental Portuguese Art and Poerty from the 1960’s onwards que partiu da figura de Ernesto de Sousa e da exposição Alternativa Zero (1977), editado em colaboração com Cecilia Grönberg, Jonas (J) Magnusson e Hugo Canoilas, e cujo processo me deixou mergulhar em vários acervos e espólios de artistas mais históricos da cena local. Portanto, este diálogo nunca acabou, nunca parou desde 1997, com épocas mais ou menos intensas. Após ter morado os últimos sete anos no Brasil, trabalhando na 30ª Bienal de São Paulo, gerindo a SOLO SHOWS, e acabando o doutoramento na ECA-USP (Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo), procurei um novo desafio e atraiu-me bastante a ideia de continuar a trabalhar num contexto lusófono. Quando surgiu a oportunidade deste concurso público, candidatei-me, pois a possibilidade de gerir uma rede de espaços dentro de uma cidade como Lisboa é um desafio relativamente único. São espaços muito diversos, com muita história e um grande potencial.

AG: No final dos anos 90, começo dos 2000, passaste uma temporada em Lisboa. Voltas em 2019 numa altura em que a cidade já teve o seu boom turístico mas que começa a sentir a crise económica e o cepticismo dos mercados financeiros bem como uma certa pacificação de muitos destinos turísticos da costa do norte da África que até há uns anos atrás atraiam muitos turistas. Como lês estas mudanças na cidade e que impacto podem ter na hora de decidir a programação e dirigir o convite aos artistas?

TM: Bom, primeiro acho que há uma grande diferença entre 1997 e 2019 no sentido em que a cidade acolheu muito mais gente de todo o mundo. Na época, era um contexto bem mais homogéneo do que é hoje e claro que isso tem um impacto em muitas esferas económicas, tanto no emprego e na economia como no mercado imobiliário, mas também nas ofertas culturais ou até na gastronomia. Parece-me que a cidade hoje está bastante virada para um capital estrangeiro que explora oportunidades dentro de uma esfera tecnológica e não é por acaso que a cidade, às vezes, parece ser gerida desde Silicon Valley; por exemplo, a habitação via Airbnb, transporte via Uber, e até as trotinetas eléctricas que andam por aí. Ou seja, há uma preocupação política direcionada a “oportunidades” económicas desenvolvidas pelo capital internacional, e isso preocupa-me bastante. Por isso, estou sempre atento a traços ou reflexões sobre este contexto socio-económico nos projetos artísticos. Por um lado, penso que há ausência de debate sobre a habitação social, ou a construção da habitação social, que depois de 1974 era bastante ativa. A mudança urbanista tem sido forte, e estou curioso em perceber como estas questões vão ser trabalhadas e refletidas, por exemplo, na Trienal de Arquitetura deste ano.

AG: Coloco esta pergunta porque interessa-me perceber se na hora de pensar na programação, na hora de convidar artistas, estes factores são tidos em conta ou não...

TM: Quando esta direção entrou em funções, no início de Março, existia já uma programação bastante desenvolvida para 2019 e 2020, pela direção anterior, portanto o nosso compromisso foi assegurar a continuidade desses projetos. Desenvolvemos, no entanto, uma programação complementar a esses projetos que visam temáticas mais sociopolíticas e que trabalham o legado da crise económica em Portugal. Outro dos temas que tenho tido interesse em desenvolver é a interação das pessoas com aplicações digitais e a repercussão disso dentro da esfera social ou, também, a ligação às culturas que existem à margens da sociedade, como a da música underground que se desenvolve nos subúrbios do Brasil, mas que em Lisboa também tem um grande enraizamento. Estes são alguns dos destaques da programação para os próximos 12 meses e que refletem um olhar sobre a situação atual.

Outro objectivo é a criação de relações internacionais, com artistas conhecidos e com outros menos conhecidos, para estabelecer um diálogo entre as Galerias Municipais de Lisboa e o contexto internacional. Vamos, também, dar continuação a algumas das linhas programáticas da direção anterior, porém queremos abrir os espaços a uma maior diversidade de discursos ou seja, adaptar um projeto de um curador, de um artista, de uma pesquisa e ver qual dos nossos espaços melhor se adapta a receber esse projeto. Nesse sentido, consigo imaginar uma exposição de um artista consagrado na Boavista, por exemplo.

AG:  O entendimento da tua linha programática pressupõe uma necessidade de conhecimento prévio de aspectos estruturais, conjuntura cultural e económica e outras questões de funcionamento dos equipamentos que tens ao teu dispor: a saber a Galeria da Av. da  Índia, a Galeria da Boavista, o Pavilhão Branco, o Torreão Nascente da Cordoaria Nacional e a Galeria Quadrum. Queres falar disso?

TM: Acho que é interessante criar ‘clusters’ de programação e pensar o trabalho para o contexto onde ocorre. Vivemos numa cidade onde temos uma super oferta de exposições, que neste caso é uma oportunidade e permite criar conjuntos temáticos que podem durar meio ano e que debatem uma certa ideia ou tema a partir de ângulos diversos. Um exemplo: durante 2020/2021 vamos ter nos Coruchéus o aniversário dos 50 anos do complexo, não é o aniversário da Galeria Quadrum (que abriu em 1973) mas do complexo. Todo este espaço agrega várias histórias e vivências e para isso iremos trabalhar com o histórico da Dulce d’Agro e recuperar a memória através de outras figuras que contribuíram para o sucesso da Galeria Quadrum, como Maria da Graça Carmona e Costa e Cristina Guerra. Mas também é muito interessante perceber o contexto arquitetónico da galeria em si, que atrai propostas, ideias e pesquisas de vários artistas e curadores. Há também, em Alvalade, uma dinâmica associada ao punk, até o João Ribas (Censurados, Ku de Judas, Tara Perdida) tem um mural no jardim dos Coruchéus. Algumas das exposições no Pavilhão Branco também irão abordar a ligação entre a arte sonora e as artes visuais.

Ou seja, acredito que pensar estes contextos locais e apresentar estas pesquisas a partir de projetos mais diversos, uns mais históricos, outros mais contemporâneos, faz com que o nosso trabalho tenha um maior impacto na cidade e nas pessoas que a habitam. Queremos promover as galerias em rede e em diálogo umas com as outras e desenvolver mais ligações com escolas nos diferentes bairros onde estas estão inseridas. Um dos próximos passos visa colaborações com escolas à volta do Torreão Nascente da Cordoaria. Considero os programas públicos como parte inerente da nossa programação e não como atuação paralela. Este ano vamos desenvolver com a cineasta Ana Vaz, que trabalha com um clube de robótica do Agrupamento de Escola D. Dinis em Marvila, um filme que a artista irá produzir em Marvila e que depois poderá circular a nível nacional ou internacional, como parte integrante do seu trabalho. Isso interessa-me, poder trabalhar diferentes contextos locais a partir de situações especificas e sempre a partir do projeto artístico e criar conexões sustentáveis com instituições e lugares fora do mundo das artes.

AG: Receptivas e vivas ou em harmonia com a concentração de energias e localização geográfica, como vês o futuro das Galerias Municipais? Qual a sua missão? E qual a resposta, ou participação, que esperas por parte da comunidade artística?

TM: Boa pergunta! Vejo o contexto local cada vez mais amplo e cada vez mais desenvolvido. Existem muitas galerias comerciais que hospedam artistas locais e internacionais e uma variedade de museus com programação contemporânea. Por outro lado, pela pressão do mercado imobiliário existem só alguns espaços de artistas, e estes com menos visibilidade. Acho que existimos (as Galerias Municipais) entre estes parâmetros. Por um lado, as Galerias Municipais deixaram de ser o único lugar que traz visibilidade ao artista local. Por outro lado, temos que preencher alguma lacuna que é a queda, o fim dos artist-run space deixa na cidade, principalmente para eventos discursivos e performativos, exposições mais curtas ou mais longas. Nesse sentido, acho que devemos e queremos estabelecer — e assim será — uma plataforma que é mais internacional que trabalha os nossos recursos inteligentemente em coproduções com outras instituições: receber exposições tanto como produzir e fazer viajar exposições e projetos e funcionar como um catalisador que constrói em cima do trabalho que foi feito nas últimas décadas na profissionalização das Galerias Municipais.

Ou seja, devemos criar oportunidades para os artistas locais entrarem em contacto com artistas e curadores internacionais e vice-versa, tudo isso irá beneficiar o meio local. Quero, através das curadorias e dos projetos, possibilitar analogias inesperadas e abrir novos caminhos. Por exemplo, trabalhar uma exposição que é apresentada numa das galerias no contexto de espaço público da cidade; ou apresentar uma individual, que também introduz algumas obras de outros artistas que trabalham a mesma temática. Acho que o formato de exposição individual, abertura, três meses duração, livro, lançamento de livro, é um formato que funciona para algumas exposições, mas não deve ser um padrão. Existimos dentro de um ecossistema dinâmico do qual somos responsáveis enquanto instituição pública, e devemos responder a ele, adaptando o nosso trabalho à obra do artista, à visão dos curadores e aos públicos.

AG: Num exercício de comparação que à primeira vista pode parecer bizarro, digamos que a tua direção das Galerias Municipais é como a polis versus a cidade dinástica miceneia e a tua programação é como a arte grega arcaica que testemunha um fenómeno estético diverso do miceniano. Esta situação não impede que muitos elementos culturais desta civilização do bronze possam ter-se transmitido e ativamente assimilado no mundo grego. No caso da tua linha programática o que assimilaste e o que mudou?

TM: Acho que esta é uma pergunta interessante Antonia, mas estou pouco interessado em promover uma voz autoral e performativa ao estilo de Harald Szeemann, mas mais interessado em criar e desenvolver uma instituição em rede que dialogue com a cidade em si e com o mundo. Do que assimilámos, o que mais me interessa é devolver aos nossos espaços a sua traça original. Um movimento válido e importante começou na Galeria Quadrum quando as paredes foram retiradas, e que vai continuar no Torreão onde também vamos recuperar a traça original. Acredito que para os artistas, hoje em dia, é mais desafiante e interessante trabalhar em espaços históricos do que meramente colocar os seus trabalhos em cubos brancos. Fiz esta experiência na 30a Bienal de São Paulo (2012) quando mostrámos as pinturas da Jutta Koether nos cavaletes de vidro da Lina Bo Bardi no MASP em analogia com a pintura Himeneu travestido assistindo a uma dança em honra a Príapo (1634-1638) de Nicolas Poussin ou na Casa Modernista, a primeira casa modernista do Brasil de 1926 projetada por Gregori Warchavchik, onde apresentamos o trabalho de Ei Arakawa e Sergei Tcherepnin. Ou o a exposição de Hugo Canoilas dentro da Casa do Bandeirante que é uma casa que representa o histórico dos bandeirantes portugueses que foi retrabalhado pelo artista. Ou, ainda, a artista e compositora estado-unidense Maryanne Amacher cujo trabalho de arte sonora foi recebido na Capela do Morumbi.

E talvez esta tenha sido uma das razões pela qual me candidatei à direção das Galerias Municipais, por serem espaços históricos com características muito fortes. Neste sentido sim, penso que os espaços podem funcionar como a polis ou talvez melhor como a agora para usar uma outra imagem grega. Afinal, pensar temáticas de género ou de pós-colonialismo fora da Galeria da Av. da Índia é também um gesto que reflete sobre a possibilidade de eliminar guetos de pensamento. Cada exposição tem a sua própria génesis e o seu próprio público, tem os seus próprios parceiros de diálogo. E, em vez destes serem pontuais, existe o potencial de permanecerem numa relação mais constante com as Galerias Municipais.

AG: Diz-se que a expressão cum grano salis [2], com um grão de sal, remonta a Plínio o Velho que a usou na sua obra Historia Naturalis, afirmando que o general Pompeu possuía um remédio contra o veneno de determinada cobra e recomendava que ao usar o antídoto se tomasse o cuidado de adicionar um grão de sal. A interpretação da frase original, porém, é incerta. Não se sabe se o sal indicado por Plínio servia para tornar o antídoto eficaz ou se, ao contrário, Plínio já tinha dúvidas sobre a eficácia da receita e, por isso, ironicamente, recomendou a adição de um único grão de sal. Confiando na eficácia desta recomendação, como empregarias o teu grão de sal?

TM: No caso das Galerias Municipais e por tudo o que expliquei antes, acho que existe sempre uma especificidade para cada projeto. Por isso, empregaria o diálogo, o debate e a liberdade de experimentação, porque penso que assim o nosso trabalho cria enraizamento e impacto na sociedade. A saber, gosto de sal entre outras especiarias.

Egeac — Tobi Maier

Galerias Municipais

Antonia Gaeta (Itália, 1978) é Licenciada em Conservação dos Bens Culturais pela Universidade de Bolonha. Mestre em Estudos Curatoriais pela FBAUL e Doutorada em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da UC. Desenvolveu projectos de investigação e exposição com diversas instituições artísticas em Portugal e no estrangeiro e tem textos publicados em catálogos de arte e programas de exposições. Foi coordenadora executiva das representações oficiais portuguesas nas Bienais de Arte de Veneza (edições 2009 e 2011) e de São Paulo (edições 2008 e 2010) para a Direcção-Geral das Artes. Em 2015, foi curadora adjunta do Pavilhão de Angola na 56ª Bienal de Veneza. Desde 2015 desenvolve projectos curatoriais para a colecção de arte bruta Treger/ Saint Silvestre.

 

Hugo Canoilas As-águas-negras-por-baixo 2012 for 30 São Paulo Biennial cortesy the artist
Waldemar Cordeiro replica do playground originalmente concebido para Clube Esperia em São Paulo (1963), installation view 30a Bienal de São Paulo 2012
performance view Jiri Kovanda 30a Bienal de São Paulo 2012
Charlotte Posenenske installation view at Estação da Luz as part of 30a Bienal de São Paulo 2012
Ricardo Basbaum performance and installation 30a Bienal de São Paulo photo Leo Eloy
Simone Forti Dance Constructions (1960) performed at 30a Bienal de São Paulo 2012
Mobile Radio BSP installation and performance view 30a Bienal de São Paulo 2012 Photo Leo Eloy
Jutta Koether Embrace Etreinte Umarmung Abraço I-III, 2012 installation view at MASP São Paulo photo Leo Eloy
Ei Arakawa Sergei Tcherepnin performance view at Casa Modernista, São Paulo 2012
Tobias Madison installation view at SOLO SHOWS São Paulo 2017 photo courtesy the artist
Hugo Canoilas installation view at Casa do Bandeirante as part of 30a Bienal de São Paulo 2012 photo Leo Eloy
Fabiana_Faleiros-Masturbar at SOLO SHOWS São Paulo 2015 photo by Edouard_Fraipont

imagens:

— Capa do artigo: Franz Erhard Walther. 1. Werksatz (1963-69). Vista da ativação da obra na 30ª Bienal de São Paulo 2012. Foto: Leo Eloy. Cortesia da 30ª Bienal de São Paulo. 

— Slideshow final: Hugo Canoilas, As águas negras por baixo, 2012. 30ª Bienal de São Paulo, cortesia do artista; Waldemar Cordeiro, réplica do playground originalmente concebido para Clube Esperia em São Paulo (1963), vista da instalação na 30ª Bienal de São Paulo 2012; performance Jiri Kovanda 30ª Bienal de São Paulo, 2012; Charlotte Posenenske, vista da instalação na Estação da Luz. 30ª Bienal de São Paulo, 2012; Ricardo Basbaum, performance e instalação na 30ª Bienal de São Paulo. Foto Leo Eloy; Simone Forti Dance Constructions (1960) performance view na 30ª Bienal de São Paulo, 2012; Mobile Radio BSP instalação e performance na 30ª Bienal de São Paulo, 2012. Foto Leo Eloy; Jutta Koether, Embrace/ Etreinte/ Umarmung/ Abraço I-III, 2012. Vista da instalação no MASP São Paulo. Foto Leo Eloy; Ei Arakawa & Sergei Tcherepnin, performance na Casa Modernista, São Paulo 2012; Tobias Madison vista da instalação na SOLO SHOWS, São Paulo, 2017. Foto cortesia do artista; Pássaros do Paraíso (vista da instalação). Paisagem, 2012. Pintura realizada a partir do desenho "Interior de São Paulo", de Debret (1768-1848), bancos da colecção do Museu Casa do Bandeirante, reprodução dos bancos para uso feita com materiais encontrados. Foto Leo Eloy. 


Notas: 

 

[1] Na ocasião foi editado uma publicação bilingue com 7” vinil.  Hernani Marcelino também publicou uma critica na revista CIRCA a 1 de dezembro 2003. Link [ultimo acesso 20 de setembro 2019].

[2] Uma compreensão ampla indica que cum grano salis é o termo para restringir uma declaração e tornar o ouvinte ou o leitor consciente de que o que é dito não pode ser tomado literalmente e que pode ser sarcástico ou formulado de forma exagerada. Nesse caso, a expressão é usada para ressalvar que a afirmação não precisa ser verdadeira em todos os aspectos, podendo ser verdadeira em apenas um grão, isto é, num único aspecto.

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