Ed. 02 / 2018
Artigo — por Antonia Gaeta e Celina Brás
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Este número especial da revista Contemporânea aborda uma cidade, o Porto, a sua complexidade cultural e riqueza visual, na relação entre arte, tempo e cidade, produção e inscrição de discursos artísticos, morfologia urbana, hipóteses e verificações sucessivas. Conta com os contributos de Ana Fernandes, Carla Filipe, Daniel Martins, Gabriela Vaz-Pinheiro, Guilherme Blanc, Isabel Carvalho, Joana Patrão, João Ribas, Miguel von Hafe Pérez, Nuno Maio, Paulo Mendes, Pedro Huet, Ramiro Guerreiro, Ricardo Nicolau, Sofia Ponte, Susana Lourenço Marques, Teresa Chow, Tiago Madaleno e Von Calhau!
Artigo — por Antonia Gaeta
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Em 2016 visitei uma exposição dedicada à figura do Apollinaire cujo enfoque específico eram os anos 1902-1918 altura em que o poeta se tinha dedicado profusamente à critica de arte em formato de crónicas do seu tempo. Apollinaire, un homme-époque, tinha logrado como ninguém, na sua breve existência, imiscuir-se em todo tipo de aspecto cultural, e relacionar-se com os agentes artísticos da Paris da época. Na mesma altura encontrava-me a ler a revista americana The Little Review, editada por Margaret C. Anderson, que, entre 1914 e 1929, tinha sido pioneira no convite dirigido a autores modernistas norte-americanos, mas também ingleses, irlandeses e franceses, para publicação de poesia experimental, literatura, recensões de livros feministas ou ensaios de temática anárquica, conversas, música, crítica e arte.
Ensaio — por Ricardo Nicolau
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Quando cheguei a Serralves preparava-se uma exposição dedicada ao Salão Olímpico – um espaço gerido por artistas que funcionou entre 2003 e 2005 no salão de bilhares do café homónimo. Intitulada Busca Pólos, foi apresentada em 2006 no Palácio Vila Flor, em Guimarães e no Pavilhão Centro de Portugal, em Coimbra. A exposição em duas partes, na qual participavam jovens artistas do Porto ligados ao Salão Olímpico – porque aí expuseram ou porque os seus percursos estavam ligados aos dos principais dinamizadores do espaço (Carla Filipe, Renato Ferrão, Eduardo Matos, Isabel Ribeiro e Rui Ribeiro) –, queria ser um reflexo do espaço (da sua energia, como o título indica), um lugar de encontro para a discussão e apresentação de projectos artísticos nas mais diversas áreas - instalação, pintura, desenho, performance, vídeo, música, cinema, banda desenhada.
Entrevista — por Miguel von Hafe Pérez
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Recupero, como introdução, palavras escritas há uns anos a propósito dos Von Calhau!: “Realizam espetáculos encenados. Desenham. Criam ambientes. Jogam com as palavras. Filmam sequências psicadélicas com um vago sabor retro. Não são pintores, nem escultores, nem músicos, nem poetas, nem cineastas. A dupla Von Calhau! está entre. Entre disciplinas, porque estas lhes são unicamente instrumentais na conceção de uma cosmogonia estética sem barreiras e aberta à mais radical experimentação. Operando a partir de um magma criativo que se vai diluindo em projetos que podem iniciar num determinado momento para serem continuados durante vários anos, estes artistas aproximam-se da ideia de Gesamtkunstwerk, aqui entendida como a possibilidade de criar entre e não no sentido romântico de uma obra de arte total que juntasse as várias disciplinas, tal como Wagner o idealizou.
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