5 / 20

Conversa com João Mourão

Exposição Carla Filipe (c) Álvaro Miranda (3).jpg
Sofia Nunes

A Contemporânea visitou o Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas, na ilha de São Miguel, por ocasião da abertura da nova temporada de exposições, em finais de setembro. Aproveitámos a visita para conversar com João Mourão, diretor artístico da instituição, sobre um conjunto de vários tópicos que têm marcado a sua programação desde que ali chegou, em 2020. Quisemos escutá-lo sobre o modo como tem redefinido a missão deste centro de artes açoriano, as linhas programáticas adotadas, o papel da mediação e construção de públicos, o projeto para a coleção do Arquipélago e as relações criadas com o ecossistema local e os agentes externos, sem perder de vista a interrogação sobre o lugar da ética no seio de uma instituição artística.

 

 

Sofia Nunes (SN): Sei que as discussões sobre a noção de instituição te interessam há muito, João. Por isso, gostava de começar a nossa conversa por te perguntar que ideia de centro de arte contemporânea subjaz ao trabalho que estás a desenvolver no Arquipélago.

 

 

João Mourão (JM): Que bela maneira de começarmos esta conversa. Sim, refletir sobre a prática institucional, sobre que modos de instituir conseguimos imaginar e produzir, tem sido central na minha prática. Sempre acreditei que uma instituição não só deve como também tem de ter uma voz [e talvez também uma personalidade], bem como de tomar e defender pontos de vista e posições concretas. Nos últimos dois anos, o Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas tem-se tornado essa instituição que diz coisas, que reflete sobre o mundo em que existe. Temos trabalhado para produzir um futuro mais ético, responsável e igualitário. O contexto em que a instituição se insere modela-a, dá-lhe forma, sugere objetivos e modos de atuar muito concretos. Atualmente, e ao fim de tantas décadas de crítica institucional, de novo institucionalismo e de todas as reflexões mais recentes, creio ser necessário pararmos, enquanto instituições públicas, de achar que estamos num pedestal, e que o nosso trabalho não tem consequências políticas para lá de simplesmente dar a ver arte contemporânea. Estando na Ribeira Grande, o concelho mais jovem de Portugal, mas que é simultaneamente dos mais frágeis economicamente, significa e importa muito. Mediar o que é um centro de artes, desmontar a arte contemporânea e a sua relação com os públicos, dar ferramentas a esses públicos, tudo isto tem sido a base do nosso trabalho institucional. Claro que as estratégias têm sido inúmeras, e iremos certamente falar delas ao longo da nossa conversa; por isso, e de forma muito sintética, dir-te-ia que a nossa ideia para o Arquipélago passa por criar uma instituição relevante, na Ribeira Grande, na Ilha de São Miguel, nos Açores, em Portugal Continental e onde mais pudermos ir.

 

SN: Sendo a mediação, como explicas, uma das estratégias basilares do Arquipélago, conta-nos que atividades têm implementado e que “consequências políticas” — estou a citar-te — esperam poder estimular na relação dos públicos com a arte contemporânea.

 

 

JM: Quando cheguei ao Arquipélago, as relações com os nossos públicos eram sobretudo tensas. Apenas como exemplo, lembro-me de, à minha chegada, ter marcado reuniões com várias e vários presidentes de Câmara, e de muitas e muitos me terem expressado, de um modo muito direto, que não só não gostavam do Arquipélago como também não viam a sua relevância. Percebi prontamente que essa relação tensa existia em vários setores, inclusivamente na comunidade artística da ilha. Esta desavença era o resultado de um desentendimento do que é o Arquipélago, e esse desentendimento era fruto de como a instituição se posicionava, relacionava e fazia a mediação. Acredito que o ónus da responsabilidade do entendimento da atividade institucional está sempre do nosso lado, da instituição, e não dos seus públicos. Foi a partir daí que começámos a pensar num papel cada vez mais ativo da mediação. E, quando falo de mediação, refiro-me às relações institucionais, à comunicação com os jornalistas e públicos, à autonomia do serviço de mediação enquanto programador e criador de conteúdos, à criação de projetos que dão espaço físico e crítico a grupos específicos para aí desenvolverem trabalho e integrarem a programação deste centro, às cartas brancas a associações culturais locais para aqui apresentarem programação, etc. Nestes processos de mediação, fomos identificando lacunas no território em que nos inserimos, nomeadamente em questões de formação e educação não formal. É a partir daí que se desenham vários projetos de continuidade, como as formações em cinema desenvolvidas com o Festival Fuso, em produção e comunicação cultural com o Festival Tremor, o curso de artes visuais organizado em parceria com a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, ou a escola de verão que fazemos anualmente com alunos do ensino secundário das outras ilhas dos Açores, trazendo-os ao Arquipélago e desenvolvendo competências de descodificação, bem como a sensibilidade à prática artística contemporânea. Têm sido exercícios de imaginar o futuro — mas acima de tudo de o produzir —, e este só acontecerá se trabalharmos em conjunto e de forma continuada. Como exemplo concreto do nosso posicionamento e do modo como estamos a trabalhar para essa ideia das consequências políticas, posso falar-te do trabalho que estamos a desenvolver com as comunidades LGBTQ+.

Enquanto instituição cultural, temos de ser esse outro lugar de possibilidade. E foi assim que começámos a pensar a programação de forma intersecional. Não o fazemos por ciclos ou por modas; fazemo-lo porque acreditamos na mudança, e essa mudança tem de ser também pensada na própria estrutura das instituições. Desde as formações à equipa do Arquipélago sobre questões de género, passando por trazer um polo do festival de cinema queer de Lisboa para os Açores, pelos debates sobre saúde mental na comunidade queer, por programar artistas trans, até aos atos mais simbólicos, como hastear a bandeira LGBTQ+, temos criado esse espaço seguro onde artistes se sentem bem-vindes, onde públicos se sentem segures e onde crianças e idoses dançam com drag queens num sábado à tarde.

 

SN: A performance drag queen de Valley Dation, que marcou a noite desta última rentrée do Arquipélago, foi um excelente exemplo daquilo que acabaste de descrever. Mas será que a função ética atribuída a uma instituição não comportará uma descrença na arte?

 

 

JM: De todo. Acho que, primeiro, temos de nos perguntar que descrença é essa; se existe efetivamente; e, em caso afirmativo, quem é que não acredita, ou deixou de acreditar, na arte. Foi um grupo específico de pessoas? Uma elite? A sociedade na sua totalidade? A arte nunca será para todas e todos; não acredito também nessa posição utópica. Porém, entre a elite e o todo, há um mundo de possibilidades e de pessoas que talvez queiram fazer parte e que nunca foram ouvidas e incluídas. Cabe-nos a nós, instituição, imaginar que públicos queremos criar.

A função ética da instituição, principalmente de uma instituição pública, é pensar um programa inclusivo, quem representa e como representa, quem exclui e porque exclui, o que dá a ver e em que contexto; e esses caminhos são pensados através da arte, nas suas mais diversas expressões.

A instituição artística é um conjunto de protocolos partilhados e reproduzidos por todos nós que definimos o que é arte e como nos devemos ou não comportar perante ela. Desse ponto de vista, as instituições mais não são do que construções sociais, e como tal fundamentalmente subjetivas. Não acredito numa ontologia essencialista da atividade institucional. As instituições são aquilo que queremos e precisamos que sejam. Assim, em vez de uma crença na arte, prefiro uma responsabilização e um escrutínio das instituições. Para que tal aconteça, precisamos, no entanto, de um público crítico, informado e engajado. Como sabes, venho das ciências sociais e, por defeito de formação, não consigo ver a arte como algo abstrato, que existe num vácuo, desligada das dinâmicas sociais, políticas e económicas que definem o mundo em que vivemos.

 

SN: Esse foi um grande equívoco modernista, totalmente de acordo! Não existe arte fora do contexto. No entanto, não gostaria de abdicar de duas outras utopias modernistas que nos dizem, primeiro, que a arte é política por si mesma, no seu modo sensível/inteligível de operar sobre o mundo; e, segundo, que a arte se dirige potencialmente a qualquer uma/um, desde que a queiramos entender e tenhamos acesso às ferramentas para tal, claro. Mas falemos mais diretamente da tua programação artística, atendendo à ética que tens dado à instituição. Que eixos programáticos definiste para o Arquipélago?

 

 

JM: Não abdiquemos delas, até porque nos são muito próximas enquanto pensamento e ação. Se na primeira o ónus está na arte e consequentemente no fazer artístico, na segunda aproximamo-nos mais do fazer institucional e do modo como operamos. Nesse sentido, interessa-me particularmente fazer essa ligação à ética institucional de que falámos.

Os eixos programáticos têm sido pensados e trabalhados de um modo bastante orgânico e sobretudo responsivo. Há obviamente linhas orientadoras, mas gosto sobretudo de que a instituição seja esse lugar irrequieto. O mundo muda a cada dia, e as instituições, ainda que presas a protocolos burocráticos, têm de saber adaptar-se constantemente, ou correm sérios riscos de ficarem esvaziadas e esquecidas. Isto não quer dizer que tenhamos de estar constantemente a produzir ou que tenhamos de acelerar; bem pelo contrário, temos de estar atentos, adaptar-nos, responder e fazer parte do coletivo. Explicitar como a nossa atividade institucional se articula parece sempre torná-la mais esquemática do que na verdade ela é. As seguintes categorias, ainda que operacionais num contexto como o desta conversa, por exemplo, perdem os seus limites e interagem entre si de uma maneira não só bastante interessante como também, por vezes, inesperadamente produtiva. Assim, reconhecendo uma certa artificialidade no que vou dizer de seguida, e sem querer criar qualquer hierarquia de importância, pretendemos alcançar com o programa expositivo uma série de objetivos bastante variados que moldam a forma como olhamos para o formato da exposição, seja ela individual ou coletiva, e como esta se relaciona com a comunidade local.

Interessa-nos capacitar e dar visibilidade a jovens artistas locais, e, para isso, transformámos uma das salas expositivas num project room, onde apresentamos as primeiras exposições institucionais de jovens artistas nascidos ou a viver nos Açores, fazendo um acompanhamento curatorial e trabalhando na sua inserção em circuitos de visibilidade e reconhecimento.

Também nos interessa, por outro lado, apresentar uma programação feita maioritariamente com artistas mulheres, tendo já organizado exposições individuais de Ana Hatherly, Maria José Cavaco, Susanne Themlitz ou Carla Filipe, numa tentativa contínua de pensar esta instituição através de um conjunto expandido de subjetividades autorais femininas. Finalmente, interessa-nos também refletir curatorialmente sobre a exposição como dispositivo, expandindo as possibilidades daquilo que é uma exposição ou do modo como as instituições as pensam e apresentam, arriscando modelos mais híbridos, temporalmente expandidos e participativos.

Uma outra linha de reflexão programática passa pelo reconhecimento da singularidade do nosso território arquipelágico. Uma das missões do Arquipélago é levar a prática artística contemporânea às outras ilhas dos Açores, e, nesse sentido, já apresentámos exposições temáticas da nossa coleção em cinco das outras ilhas. Para lá de usarmos a coleção como uma ferramenta de trabalho, também já circulámos exposições individuais que produzimos. Por exemplo, neste ano, a exposição de Tomaz Borba Vieira foi apresentada no Pico e no Faial, depois de ter sido mostrada no Arquipélago. Mas nem só de circulação de exposições vive esta missão de inscrever o Arquipélago no arquipélago. Desenvolvemos uma escola de verão que, com bolsas de viagem e alojamento, traz alunos do secundário das outras ilhas para estarem connosco e com artistas durante uma semana. E, finalmente, montámos, em parceria com a candidatura de Ponta Delgada a Capital Europeia da Cultura, um programa de residências artísticas nas nove ilhas.

Estas linhas desembocam, contudo e sempre, na mediação, como te falava anteriormente, e é através dela que criamos, propomos e desenvolvemos estes espaços de partilha e pensamento que nos permitem, por exemplo, criar um conselho juvenil, ter alunos que acompanham as atividades anualmente, ter a disciplina de cidadania a ser, em parte, lecionada nas nossas instalações, ou ter o próprio município da Ribeira Grande a vir ter connosco para que desenvolvamos um programa para aulas de educação visual para todos os 4.º anos das escolas do concelho, que, deste modo, irão ter quatro artistas a trabalhar com elas durante todo este ano letivo.

 

 

 

SN: Talvez possamos dizer que, às várias linhas programáticas do Arquipélago, assiste uma enorme vontade de imaginar, alargar e constituir comunidade, a qual parte de uma atenção declarada sobre o local, como percebemos, embora articulada com o nacional. Fará parte dos vossos planos acrescentar o plano internacional ao programa de exposições e residências?

 

 

JM: Para lá caminharemos, espero. A ideia é sermos lentos neste percurso, uma vez que me parece necessário fazer um enquadramento do que se foi passando também no país. Percebi com a exposição da Ana Hatherly que muitas destas linguagens e destes processos de experimentação artística não foram mostrados nos Açores. Nesse sentido, precisamos ainda de preencher lacunas, e daí também o interesse em apresentar estas narrativas mais históricas através de importantes coleções nacionais, como foi o caso da coleção da FLAD.

As residências artísticas estão já a funcionar internacionalmente. Temos tido artistas da Noruega, Finlândia, França e Brasil em residências de criação, especialmente na área da música, mas também nas artes performativas e visuais.

No programa expositivo, tem sido mais complicado darmos esse passo, especialmente porque o orçamento de programação do Arquipélago é muitíssimo parco e temos de tomar decisões sérias quando pensamos em que exposições programar. Como sabes, os transportes de obras de arte são dispendiosos e, para uma região insular, muitas vezes proibitivos, pelo que temos que ser criativos no modo como fazemos as exposições.

De qualquer modo, a internacionalização também só faz sentido se for crítica, coerente e consequente. De que falamos, na verdade, quando falamos de internacionalização? O que queremos internacionalizar e de que dinâmicas internacionais queremos fazer parte? A resposta a estas questões, mais uma vez, como tudo o mais sobre o fazer institucional, depende do contexto a partir do qual trabalhamos. Nesse sentido, e desde o início, pensei num foco especial no eixo do Atlântico, nas regiões ultraperiféricas da Europa e nos países da diáspora açoriana. A título de exemplo, começámos essa abordagem com a apresentação, em parceria com o festival Walk&Talk, de uma exposição individual da artista canadiana Nadia Belerique, filha de açorianos, cuja instalação apresentada no Arquipélago seguiu depois para a Trienal do New Museum, em Nova Iorque.

 

SN: Há pouco falavas da coleção do Arquipélago. Não é muito comum termos centros de arte a colecionar. Que projeto têm para este acervo e as respetivas aquisições?

 

 

JM: Sim, tens razão, não é comum. E podemos interrogar-nos por que razão não se criou um museu em vez de um centro de artes contemporâneas, quando a ideia inicial era criar uma coleção de arte contemporânea para a região dos Açores. A existência de um verdadeiro projeto museológico, com a constituição de uma coleção, teria sido uma tremenda mais-valia e uma excelente iniciativa. No entanto, e ao longo dos anos, parece-me ter havido uma falta de estratégia para a coleção. A título de exemplo, e desde que aqui estou, há já dois anos, não há orçamento específico para aquisições, o que inviabiliza completamente a missão de constituir uma coleção pública regional.

A visão inicial daquilo que a coleção seria foi clara, e na altura houve recursos, o que permitiu a António Pinto Ribeiro e posteriormente a Sérgio Fazenda Rodrigues selecionar para aquisição obras de vários artistas nacionais e internacionais de relevo. No entanto, de forma bastante rápida, e já sem estes, a coleção perdeu quaisquer princípios que guiassem a seleção e aquisição das obras, tendo a própria tutela a fazer compras diretas, sem qualquer conhecimento, visão ou estratégia para o que esta coleção poderia e deveria ser. Uma das primeiras ações que o Arquipélago tomou em relação à coleção, assim que cheguei, foi criarmos um documento que definisse uma política de aquisições estruturada e consequente. Esse documento, uma missão para a coleção, se quiseres, foi então publicado em Jornal Oficial, garantindo assim os princípios que guiam a constituição da coleção, salvaguardando-a da natureza errática que até agora a tem caracterizado.

Temos conseguido, pontualmente, e a partir do orçamento de programação, adquirir algumas peças que nos parecem essenciais tendo em conta a reflexão institucional que temos vindo a implementar, bem como a visão que delineámos para esta coleção. Temos também feito algumas exposições temáticas com a coleção no próprio centro, mas também noutros museus das restantes ilhas açorianas. Temos, ainda, e para o futuro próximo, a ideia de organizar uma exposição onde colocaremos peças da nossa coleção em diálogo com outras de uma importante coleção nacional.

 

SN: Antes de concluirmos a conversa, não posso deixar de te questionar sobre o ecossistema açoriano, absolutamente único e parte distintiva da realidade local. Gostava de saber se ele tem lugar nas vossas dinâmicas de programação.

 

JM: Sim, vamos criando espaço para isso sempre que faça sentido. É importante, no entanto, deixar claro que, apesar dessa idiossincrasia territorial de que falas, o fazemos sem qualquer tipo de auto-exotização. Este ecossistema, e num primeiro momento a ilha de São Miguel, tem-nos permitido trabalhar trilhos sonoros, receber artistas em residências de criação que aqui vêm porque estão interessados nestas paisagens, na atividade sísmica, no mar ou em histórias locais. Interessa-nos partir dele para o problematizar, como acontece, por exemplo, agora na exposição da Carla Filipe.

 

 

 

SN: E novos projetos para o próximo ano? Podes revelar?

 

JM: Alguns focos de programação estão já definidos: um primeiro que continuará a acrescentar vozes femininas à exposição de Carla Filipe, e um segundo que irá pensar questões de sustentabilidade e de ecologia, numa perspetiva ecoqueer, com artistas como a Odete ou a Diana Policarpo. Há também, e fazendo a ligação à tua questão anterior, um projeto que estamos a desenvolver para o arquipélago entendido de forma mais macrogeográfica e que passa por deslocar o nosso serviço de mediação para algumas das outras ilhas, e aí desenvolver projetos em conjunto com escolas e outras instituições locais.

 

SN: Ficamos a aguardar com a maior das expectativas!

 

 

 

 

 

Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas

 

 

 

João Mourão [Alegrete, 1975] é diretor do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas dos Açores. Foi anteriormente diretor das Galerias Municipais de Lisboa. Em dupla com Luís Silva fundou em 2009 a Kunsthalle Lissabon que co-dirigiu até 2020. Com Silva foi curador da secção de Desenho da Artissima, Turim, dos solo projects da Zona Maco Sur, Cidade do México, dos solo projects da Arte BA, Buenos Aires e da secção de Performance na Art Dubai, Dubai. Curaram exposições em instituições como MAAT, Lisboa; Fundação Arpad-Szenes Viera da Silva, Lisboa; MACE, Elvas; David Roberts Art Foundation, Londres; Fondazione Giuliani, Roma; Pivô, São Paulo; Institute for Contemporary Art, Filadélfia; Extra City, Antuérpia. Foi, com Luís Silva, contributing editor da revista CURA. e os seus textos foram publicados na Artreview, Kaleidoscope e Contemporânea. Foram convidados para debates sobre modelos institucionais em Londres, Nova Iorque, Cairo, Oslo, Beirute, etc. São nomeadores para o Pinchuk Art Prize, Kiev e Veneza; Nasher Prize, Dallas e para o Battaglia Sculpture Prize, Milão. Integrou o comité de aquisições da Gulbenkian e foi júri dos prémios EDP.

 

 

 

Sofia Nunes. Crítica de arte e doutoranda em História da Arte/Teoria da Arte na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - UNL e na Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Exerceu assistência de curadoria e produção de exposições no Museu do Chiado – MNAC, Ellipse Foundation e Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém [2000 a 2007]. Foi professora convidada no Mestrado de Arte Contemporânea da Universidade Católica Portuguesa de Lisboa [2009 a 2011]. Escreve com regularidade para publicações de arte contemporânea e académicas.

 

 

 

 

 

Imagens de várias actividade e exposições no Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas, São Miguel, Açores, 2022. Fotos: Álvaro Miranda. Cortesia Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas. Imagem de capa: Carla Filipe, Confissões de uma baptizada (pormenor).

Voltar ao topo