Ed. 01 / 2018
Entrevista — por Isabel Nogueira
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A poucos dias de inaugurar a exposição "Reel Time", na Galeria Cristina Guerra Contemporary Art, Julião Sarmento, um dos artistas visuais mais proeminentes da contemporaneidade, conversou connosco, num momento em que assinalou, em 2017, 50 anos de carreira e, no final do ano, comemorará 70 anos de vida.
Entrevista — por José Marmeleira
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Há cinco anos na direcção artística do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), Nuno Faria conversou com José Marmeleira sobre a realidade que a sua programação tem construído. Guiada por ideias, gostos, aspirações, com as obras e os artistas.
Crítica — por Maria Beatriz Marquilhas
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Quatro anos depois de, em 2013, ter sido uma improvável mas evidente vencedora do Grande Prémio Fundação EDP, Ana Jotta apresenta agora a exposição individual "Bónus". Num desvio geográfico relativamente à sede da instituição e numa aproximação ao ritmo do quotidiano, é no número trinta da Rua do Embaixador, em Belém, que, até 5 de Fevereiro, podemos ver dois conjuntos de trabalhos inéditos da artista.
Entrevista — por Inês Grosso
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No texto sobre a exposição "Tawapayera", situas o festival na esfera das expressões coletivas humanas, dando destaque às componentes teatral, dramática, ritualística e artística. Referes que grande parte das práticas artísticas contemporâneas se incluem naquilo que designas como “cultura de elite”, salientando a crescente ausência de experiência coletiva ou de uma conceção da arte como expressão de liberdade ou como catarse emocional. Acrescentas também que isso é oferecido, usando as tuas próprias palavras, “com maior amplitude e generosidade” por práticas culturais como o futebol ou o Festival de Parintins.
Crítica — por Sara De Chiara
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A ideia de movimento circular, de dar a volta, de uma continuidade ambígua em que o dualismo físico é resolvido numa correspondência de polaridades, constantemente reversível, reflecte-se no projecto de Guedes, no qual a história individual da artista e da sua família, que se mudou de Portugal para Angola e para o Canadá e depois regressou, está profundamente interligada com a história comum de um país que conheceu o colonialismo, em que os sentimentos de estar em casa e ser-se estranho podem coexistir, como dois lados inseparáveis da mesma moeda que rodopia no ar.
Crítica — por José Marmeleira
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Nas duas salas da Galeria Municipal do Porto não há canções, melodias ou histórias, mas escutam-se sons, ecos, vibrações e vêem-se imagens; coisas que, simultâneas e dispersas no espaço, formam um organismo vivo, animado que envolve o espectador na imaterialidade de um azul artificial, “plástico”. Eis o cenário de "10000 Anos Depois Entre Vénus e Marte", exposição comissariada por João Laia a partir da colecção António Cachola, em depósito no Museu de Arte Contemporânea de Elvas e no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.
Crítica — por Sofia Nunes
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A ficção especulativa assume-se hoje como uma estratégia artística em vias de proliferação. Não que os artistas interessados neste género narrativo retomem a projeção de futuros longínquos e afastados das condições históricas atuais. A sua apropriação prende-se, na verdade, com a vontade de fabular novas realidades através da extrapolação de dados que de algum modo já operam entre nós, mas cujos desenvolvimentos ainda estão por organizar até formarem realidade social.
Entrevista — por Hugo Canoilas
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No seu "Me segura qu'eu vou dar um troço", o poeta brasileiro, anarquista e contra-cultura dos anos 70, Waly Salomão, afirma algo como: "Um poeta é uma coisa minúscula. A poesia é a menos agressiva de todas as atividades humanas ", que é algo que eu relaciono com o teu trabalho. Na minha opinião, a tua relação com a poesia é mimética: é tanto o "modus operandi" quanto as implicações artísticas, sociais e políticas implícitas que te ligam à poesia.
Crítica — por Zohar Yanko
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A exposição de José Carlos Teixeira intitulada "On Exile", patente no MAAT, de 8 de Novembro de 2017 até 5 de Fevereiro de 2018, aborda dois temas aparentemente independentes relacionados com o conceito de exílio: a crise global dos refugiados e os índices crescentes de depressão. A exposição apresenta dois vídeos-ensaio mostrados separadamente: refugiados num dos lados do espaço e, do outro, pessoas que sofrem de depressão e outras perturbações mentais. O acto de juntar estes dois grupos e colocá-los em diálogo dá uma nova perspectiva ao estado de exílio como uma forma humana de estar no mundo, um estado que não é necessariamente definido pela pertença territorial e nacional.
Crítica — por Sérgio Fazenda Rodrigues
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O percurso deste artista, apesar de curto, é invulgarmente conciso e rigoroso. O seu interesse recai sobre uma relação complexa entre as ideias de tempo e espaço, e o seu trabalho aborda questões de duração e especificidade. Adoptando vários formatos, como a fotografia, a escultura, o vídeo e a instalação, o autor indaga a noção de perecimento e a possibilidade de referenciar um local.
Artigo — por João Seguro
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A seleção de livros de janeiro: Tzvetan Todorov [O triunfo do artista – A Revolução e os Artistas na Rússia: 1917-1941]; Sam Thorne [School – A Recent History of Self-Organized Art Education]; Susana Lourenço Marques [Elvira Leite, Quem te ensinou? - Ninguém]
Crítica — por José Marmeleira
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No Museu do Chiado, ao colocarem os novos media ao serviço de questionamentos metafísicos e políticos, os cinco artistas selecionados para Prémio Sonae Media Art permitem ao visitantes transcender a mera experiência das obras.
Artigo
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Um total de 15 galerias portuguesas participará na ARCOmadrid 2018 que se realiza de 21 a 25 de fevereiro em Madrid. A maioria das galerias portuguesas participará no Programa Geral. O programa Opening, comissariado por Stefanie Hessler e Ilaria Gianni e centrado em galerias com uma trajetória de um máximo de sete anos, também contará com presença portuguesa. O colecionismo português será, igualmente, reconhecido na 37ª edição da Feira. Os Prémios "A" para o Colecionismo, concedidos pela Fundação ARCO, galardoaram a Coleção Armando Martins, atualmente composta por cerca de 400 obras de artistas portugueses e internacionais.
Entrevista — por João Seguro
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Charbel-joseph H. Boutros nasceu em 1981 no Líbano. Vive e trabalha entre Beirute e Paris. Nos últimos anos expôs em inúmeras instituições como o Palais de Tokyo, o Museu de Arte Moderna de Salvador, a Bienal de Istanbul, e galerias, como a Greynoise no Dubai ou a Jaqueline Martins em São Paulo. A sua última exposição individual na galeria Uma Lulik, em Lisboa, foi o tema para esta conversa.
Crítica — por Isabel Nogueira
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O LOOPS LISBOA apresenta-se novamente no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado. Trata-se de um dos poucos eventos exclusivamente dedicados à exploração do dispositivo visual do ‘loop’, tal como a denominação faz antever, e estabelece uma parte integrante do Festival Temps d’Images Lisboa, sendo o júri desta edição constiuído por Emília Tavares, Jesse James e Jorge La Ferla. Quanto aos trabalhos a concurso, estes são da autoria dos artistas Nuno Cera, Ricardo Pinto de Magalhães e Tomaz Hipólito.
Ensaio — por Ilya Budraitskis
Hoje em dia é comum estabelecer-se um contraste entre o estadismo da Rússia contemporânea e a ordem neo-liberal Ocidental, que se fundamenta na primazia da liberdade política e económica. Os jornalistas e peritos europeus discutem a Rússia de Putin como se esta fosse um estado revisionista não só pronto para a agressão militar como também movido por forças internas destrutivas: uma “internacional populista” de partidos de direita e de esquerda, a atacar um establishment imaginário.
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