Ed. 06 / 2018
Crítica — por Susana Ventura
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A frase de Alison Smithson, que Fernanda Fragateiro toma para título da sua recente exposição na galeria Baginski, implica, desde a sua origem, algo desviante. Não se interprete esta ideia como se compreendêssemos a comparação como um afastamento da disciplina (nem seria essa a intenção de Alison e Peter Smithson ao comparar um livro a um pequeno edifício), mas como uma necessidade implícita de se pensar de outra forma, diferenciadora, sobre a obra de arquitectura.
Entrevista — por Inês Grosso
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Elmgreen & Dragset: O humor pode ser uma ferramenta poderosa quando queremos falar sobre assuntos sérios. Tal como acontece nas peças de Beckett, nos filme de Buñuel ou Kaufman, o absurdo pode ajudar-nos a compreender os lados mais negros das nossas sociedades, mas também de nós mesmos.
Ensaio — por Sofia Lemos
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Profunda, plena e reverberante, capaz de produzir afectos, carinhosa – será provavelmente a forma que utilizaríamos para descrever uma voz amigável ou a expressão recíproca que emana do interior e se dirige ao exterior na direção de um outro empático. No cruzamento entre manifestação e agenciamento, a ressonância redireciona o ouvinte do culto moderno da visão no sentido das vozes que circulam por entre corpos e signos.
Crítica — por Alejandro Alonso Díaz
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‘’De formas mudadas em novos corpos leva-me o engenho a falar” escreveu Ovídio no primeiro verso das Metamorfoses (século VIII a.C.). Em "Fruits and Flowers", a sua mais recente exposição na Galeria Vera Cortês, o artista português André Romão mostra-nos escaravelhos, lapas, mexilhões, percebes e corais que vivem nas concavidades e superfícies de composições escultóricas. Para oferecer um ambiente a estes organismos, Romão montou no meio da galeria três estruturas de plexiglas transparente construídas a partir das dimensões e formas da série Billy do IKEA, cada uma intitulada de modo frio e descritivo: head-sculpture-rock, 2018; beetle-snake-column, 2018, e habitat I, 2018.
Crítica — por Sérgio Fazenda Rodrigues
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Carlos Nogueira apresenta a exposição "mais desenhos de casas com luz e escuridão", na Galeria 3+1, em Lisboa, onde ocupa a totalidade dos seus dois pisos. No piso superior exibe objectos de parede que geram reflexos, criam imagens e expandem o nosso modo de ver. No piso inferior expõe mais objectos, também de parede que, com volumes densos, negros e opacos, retraem o nosso campo de visão. Na sequência do seu anterior trabalho, onde existe uma pesquisa em torno da ideia de casa, de imagem e dos mecanismos que as engendram, Carlos Nogueira continua envolto na construção de elementos que reclamam a atenção do observador.
Artigo — por Wilson Ledo
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E, à terceira edição, a ARCOlisboa assistiu à abertura de duas feiras satélites: a JustLx e a Studio. Em outubro, junta-se uma terceira, dedicada ao desenho; a Drawing Room. Neste artigo traça-se o retrato de uma cidade que se estreia nestas andanças e quer assumir uma posição no panorama internacional.
Entrevista — por Isabella Lenzi
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Uma conversa com o artista brasileiro Ícaro Lira. Em janeiro, baixando a rua central de paralelepípedos do Sesc Pompeia, antiga fábrica de tambores adaptada pela arquiteta italiana Lina BoBardi no fim dos anos 1970 para abrigar um centro de saúde, lazer e cultura para a população de São Paulo, encontrei o Museu do Estrangeiro, um projeto do artista nascido no Nordeste do Brasil, Ícaro Lira. Em derivas pela cidade, viagens pelo sertão do país, experiências em edifícios ocupados e encontros do movimento por moradia, à maneira de um arqueólogo, Ícaro coleta documentos, vídeos, vozes e vivências que, juntos, formam um arquivo vivo e aberto, que analisa e discute a complexa formação cultural e da identidade no Brasil.
Ensaio
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O título do projecto artístico de Aimée Zito Lema, "13 Shots", é inspirado pelo conto “Mineirinho” de Clarice Lispector, que versa sobre um acontecimento que chocou a opinião pública brasileira em 1962, quando agentes policiais, transgredindo todos os quadros legais disponíveis, executaram um assassino, chamado Mineirinho, com 13 tiros. A escolha do título antecede o mais recente caso de violência policial no Brasil que custou a vida à vereadora do Rio Janeiro, Marielle Franco, socióloga feminista, negra e lésbica, crítica da actuação policial e militante dos direitos humanos.
Artigo
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A edição especial da revista Contemporânea "Deriva Urbana" foca-se na cidade de Lisboa e tem como referência a ideia de Dérive, que é entendida na lógica de Guy Debord, enquanto processo de apropriação espacial. Tem como curador convidado Sérgio Fazenda Rodrigues e surge como surge como uma deambulação onde se opera o (re)conhecimento de um dado território. Baseada nos afetos e nas empatias que se estabelecem com diferentes locais, o que emerge é uma cartografia complexa de importâncias e afinidades.
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