Comunidade enquanto Imunidade

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Comunidade enquanto Imunidade é um projeto transdisciplinar dedicado à reflexão e produção artística sobre as várias dimensões críticas do presente na sua, inevitável, relação com a pandemia COVID-19.

Criado pela revista Contemporânea, o projeto promove a criação e a edição de conteúdos inéditos propostos por 20 artistas, curadores, académicos, jornalistas, músicos, outras autoras e autores. Comunidade enquanto Imunidade propõe construir comunidade enquanto forma de imunidade social e cultural, perante os desafios, as incertezas e as diferentes precariedades que são instaladas pela(s) crise(s).

O programa do projeto é desenvolvido em parceria com uma rede de organizações culturais e integra um ciclo de cinco workshops temáticos, a edição de um número especial da revista — associado a um programa on-line com publicações, conversas e performances —, e o lançamento de um jornal em papel.

Todas as atividades são de acesso livre e vão acontecer, maioritariamente on-line, entre os meses de março e novembro de 2021.

Autoras e Autores

Alejandro Alonso Díaz; Ana Margarida Abrantes; Andreia Santana; António Poppe; Carolina Ellis; Cátia Sá; Diana Policarpo; Djaimilia Pereira de Almeida; Gisela Casimiro; Hugo Canoilas; Jack Mugler; Miguel Mesquita; Odete; Pedro Barateiro; Peter Hanenberg; Rita Natálio; Rodrigo Ribeiro Saturnino; Sofia Lemos; Tita Maravilha; Vítor Belanciano

Programa

MARÇO – ABRIL

Workshops

24 MAR WKS 1
Proximidade à distância: Modelos (pré)existentes
31 MAR WKS 2
Participação em e para além da Presença
07 ABR WKS 3
Comunidade e Imunidade — a partir de Paul B. Preciado
14 ABR WKS 4
Curadoria e Cura: Virulência e contágio no pensamento contemporâneo
21 ABR WKS 5
O Poder e a Ação da Programação Cultural: Manifestos e manifestações

Quartas-feiras: 10h – 11h
Sessões em Português
Acesso livre no canal YouTube do Maat [Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia]

ABRIL – JULHO

Edição e programa on-line 

SETEMBRO

Lançamento do Jornal 
 


 

Comunidade enquanto Imunidade é um projecto transdisciplinar, criado pela Contemporânea, que junta vinte artistas, curadores, académicos e críticos na reflexão e produção artística sobre as várias dimensões do presente na sua, inevitável, relação com a viragem pandémica. O projecto, que decorrerá durante 2021, tem como principal objectivo construir comunidade enquanto forma de imunidade social e cultural perante os desafios colocados por um presente de largo espectro que revelou a inevitável interseccionalidade da(s) crise(s) contemporâneas. Desta forma, reflete e propoõe modos de construir comunidade enquanto forma de imunidade social e cultural perante os diversos desafios, incertezas e precariedades diferenciadas instalados pela pandemia COVID- 19. É neste momento crítico, porque de crise e de necessidade (da) crítica que se inscreve o projecto da Contemporânea.

Neste sentido, foram convidados a participar neste projeto vinte autores, com lugares de fala distintos e oriundos de campos disciplinares artísticos e académicos diversos (artes visuais, ciências da linguagem, cognição, crítica de arte, curadoria, literatura, música, performance, sociologia digital, entre outros) que se cruzam de modo a fomentar uma ecologia de saberes e formas colaborativas de agir no contemporâneo. Entendendo os processos de constituição de comunidade e de desenvolvimento de imunidade enquanto processos complexos, este projeto será desenvolvido e apresentado em momentos diferentes.

Num primeiro momento, terão lugar cinco workshops de mediação e reflexão com os vinte autores convidados, as instituições parceiras e a equipa nuclear. Cada workshop será dedicado a um tema: “Proximidade à distância: modelos (pré́)existentes”; “Participação em e para além da Presença”; “Comunidade e Imunidade — a partir de Paul B. Preciado”; “Curadoria e Cura: virulência e contágio no pensamento contemporâneo”; “O Poder e a Acção da Programação Cultural: manifestos e manifestações”. Para além de constituírem lugares fundamentais de reflexão e diálogo, estes workshops pretendem criar condições de cooperação e colaboração entre os autores e as instituições parceiras, dentro e fora do âmbito da proposta da Contemporânea, e estabelecer as bases para a fase de criação de conteúdos inéditos por parte de cada um dos autores. Assim, num segundo momento, cada autor irá produzir um conteúdo inédito (que pode materializar-se em artigo, crítica, ensaio, ensaio-visual, ensaio-sonoro, leitura, performance, vídeo, entre outros) para a plataforma online da Contemporânea. Estes conteúdos, publicados faseadamente, serão, finalmente, editados e apresentados num jornal bilíngue que terá distribuição gratuita.

O conceito de comunidade(s), na sua polissemia e dinâmicas múltiplas, tem sido um dos mais problematizados, discutidos e criticados na academia principalmente pelas ciências sociais e humanas, no fazer artístico interdisciplinar e na malha organizacional activista. O contexto pandémico atual, abriu caminho a uma reactivação do termo que se manifestou de modo paradoxal. Por um lado, foram muitos os movimentos, formais e informais, que apelaram a (e efectivaram) laços comunitários de entreajuda e de reflexão conjunta; por outro, o termo comunidade foi, não raras vezes, instrumentalizado por estruturas de poder enquanto ferramenta lexical para generalizações e descrições da propagação do Coronavírus.

A partir do cruzamento disciplinar, e através de actividades que incidem principalmente na criação e na edição, online e em papel, Comunidade enquanto Imunidade pretende (re)activar o conceito, acção e agência de uma comunidade cultural diversa cujas práticas convoquem e articulem diversas disciplinas artísticas, campos diferenciados do saber e lugares de fala plurais que problematizem, de forma interseccional, questões étnicas, sexuais, de género e de pertença geográfica. O trabalho, e a posterior divulgação desta comunidade múltipla, diversa e representativa da tessitura que compõe o campo artístico (a residir) em Portugal, servirá como forma de imunidade social e cultural perante os problemas e problemáticas colocadas pelo momento contemporâneo.

 

Ana Cristina Cachola

 


Coordenação Editorial

Celina Brás


Direção Artística

Ana Cristina Cachola


Curadoria de Comunicação

Sílvia Escórcio


Design Gráfico

Vera Velez


Programação Web

Tiago Balas

Apoio

Direção-Geral das Artes | Ministério da Cultura 

Parcerias

Alkantara 

CECC - Centro de Estudos de Comunicação e Cultura | Universidade Católica Portuguesa

DuplaCena

Fluent  

Galeria Zé dos Bois

Guimarães

Hangar: Centro de Investigação Artística

Maat: Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

Solar: Galeria de Arte Cinemática

O Armário

 


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